A HISTÓRIA DO CLUBE DOS DEMOCRÁTICOS


   PLACA COLOCADA PELA PREFEITURA PARA INFORMAÇÃO PÚBLICA



   PORTARIA PRINCIPAL DO CLUBE DOS DEMOCRATICOS


         RUA RIACHUELO, 91 - CENTRO - LAPA - RIO DE JANEIRO - RJ



                    MURAL EM AZULEJO NO ALTO DA FACHADA DO CLUBE




  • Portaria do Clube dos Democráticos e o busto do Presidente Alfredo Alves da Silva
  • Figuras carnavalescas na parede da escadaria do Clube dos Democráticos



  • Flâmula na parede do salão principal do Clube dos Democráticos

Fundado em 19 de janeiro de 1867, na Cidade do Rio de  Janeiro,  onde  tem  Sede  e  Foro, sob a denominação "Democráticos Carnavalescos" é uma sociedade social recreativa com personalidade jurídica na forma da Lei, tendo por objetivo principal promover entre os seus associados reuniões social, desportivas, carnavalescas, festejadas interna e externamente, além de quaisquer outras diversões permitidas pela legislação.

Nos idos de 1866, período imperial, no meio dos movimentos abolicionistas, republicanos e Guerra contra o Paraguai, apesar das turbulências da época, nesta data, um grupo de comerciantes e boêmios conhecidos pela forma como constumavam se divertir e fazer críticas; liderados pelo português José Alves da Silva, reuniram-se na "Maison Rouge", famoso bar e confeitaria e compraram um bilhete de loteria, em extração do dia de Nossa Senhora da Glória, com a intenção de  fundar  uma  Sociedade  Carnavalesca,  se sorteados fossem.


A sorte grande aconteceu. Um prêmio de 15 mil contos de réis, uma verdadeira fortuna na época, que foi um incentivo para o Grupo dos XX amantes, como eram  conhecidos, levarem adiante a idéia de fundar o "Democráticos Carnavalescos", e acabou acontecendo meses depois no dia 19 de Janeiro de 1867. Seus sócios denominados Carapicus (um peixe) e sua sede é chamada de Castelo. Durante muitos anos,  desde  o  longínquo  1891,  as  Sociedades  Carnavalescas,  que tinham como padroeira Nossa Senhora da Glória, o dia 15  de  agosto,  era  dedicado a diversas comemorações em agradecimentos a seus triunfos e suas vitórias,  e  longe de  haver  profanação  religiosa,  os  festejos  realizados  por  tais  sociedades,  constituíam gratidão e reconhecimento a Santa, excelsa padroeira.

Os bailes da Glória, venerada nos salões de festas  das  Grandes Sociedades, tinham uma consagração ruidosa e era realizado à caráter por seus associados, cavalheiros com smoking e damas em vestidos de alto custo.

Com o declínio  das  Grandes  Sociedades, o  Clube  dos  Democráticos,   mantém-se fiel  a  tradição  zela pela sua continuidade.

Em 1867, José Alves da Silva fundador e primeiro Presidente  do  Clube,  devoto de Nossa Senhora da Glória, mandou trazer de Portugal, sua terra natal, uma imagem da  santa  e  desde  então,  nos 149 anos de existência de nossa instituição,  jamais deixamos de prestar homenagens  a  padroeira  do Clube dos Democráticos.


  • Nossa Senhora da Glória: padroeira do Clube dos Democráticos

Na biblioteca municipal do Rio de Janeiro há um livro que conta algumas histórias do Clube dos Democráticos, o título é: "Figuras e Coisas do Carnaval Carioca" do autos: Jota Efege (João Ferreira Gomes).

Citações encontradas na internet:

"AS SOCIEDADES: até o aparecimento das primeiras escolas de samba, os cortejos carnavalescos das chamadas "sociedades" predominavam no carnaval carioca. O primeiro clube a desfilar, em 1855 chamava-se Congresso das Sumidades Carnavalescas. As sociedades eram clubes ou agremiações que, com suas alegorias e sátiras ao governo, encontraram uma forma saudável de competição. Em 1856, outra sociedade tomou as ruas: a União Veneziana. Era a coqueluche do Império. Com  o  tempo,  as ruas viam se multiplicar o número de sociedades,  tais  como  a Euterpe Comercial e os Zuavos Carnavalescos. Muitas competições e dissidências aconteceram até surgirem 3 grandes Sociedades que se consolidaram no carnaval da época: Tenentes, Democráticos e Fenianos."

"Vem Cá, Mulata exaltava o Clube  dos  Democráticos   e   se   transformou   em sucesso carnavalesco nacional em 1907."

"A primeira referência ao maxixe ocorre num "puff'' de Carnaval do Clube dos Democráticos, publicado no "Jornal do Comércio'' em 4 de fevereiro  de  1883, citado por Jota Efege"

A trilha sonora,  compositor,  letra  e  a  história  que  enriquece  nossa  página foram cedidos por :   www.geocities.com/aochiadobrasileiro

A letra e o compositor seguem abaixo:

          Arquimedes de Oliveira e Bastos Tigre (1902)

 Vem cá, mulata                        O Democráticos, gente jovial

Não vou lá, não                        Somos fanáticos do carnaval

Vem cá, mulata                        Do povo vivas nós recolhemos

Não vou lá, não                        De nós cativas almas fazemos

Sou Democrata                        Ao povo damos sempre alegria

Sou Democrata                        E batalhamos pela folia

Sou Democrata                        Não receamos nos sair mal

De coração                             E letra damos no carnaval

Gravada originalmente (com os versos de Bastos Tigre) na Odeon por Mário Pinheiro e Pepa Delgado, como gênero lundu (é provável que a gravação seja de 1906).

Sobre a música de Arquimedes de Oliveira, Manuel Bastos Tigre, escritor,  humorista, crítico  de   jornal,   poeta,   publicitário    e    teatrólogo,    escreveu    os    versos    de Vem cá mulata em 1902.

 A letra, como se pode observar, exalta uma das três maiores sociedades carnavalescas da época,  o Clube dos Democráticos.

O sucesso da música, que se extendeu ainda por dois anos, incitou José do Patrocínio, Chicot  e Thoreau a escreverem uma nova revista,Vem cá Mulata!, com musica de Luis Moreira.  Estreou  no Palace-Théâtre em setembro de 1906.